domingo, 5 de maio de 2019

REFLEXÕES SOBRE AS FLORES



“Se pudéssemos ver o milagre duma simples flor, toda a nossa vida mudaria.” ( Buda)
Em nosso cotidiano atribulado, poucas vezes paramos para apreciar a beleza da natureza e, em especial, das flores. Elas estão presentes em nossos lares, nas ruas, nos escritórios, bem como nos templos sagrados.
Lembrando as palavras de Samael Aun Weor: “Devemos aprender a pensar como um filósofo e sentir como um artista”, pois reunindo em perfeita amálgama crucial o elevado pensamento do filósofo com a sensibilidade divina do artista, surge o encantamento mágico da alma do verdadeiro Super-Homem”. Diante do exposto, recordemos um pouco quanto grandes poetas, pintores, enfim artistas retrataram em suas obras as belezas das flores, despertando em nós por meio da recepção estética das obras boas vibrações, admirações, sentimentos positivos.
Nesse ponto, cabe-nos buscar os ensinamentos herméticos, em Caibalion de Hermes, onde temos os princípios do hermetismo. Entretanto, aqui nos interessa a lei da vibração:

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra.”

“Todas as coisas se movem e vibram numa sintonia. Todo movimento é vibratório no universo e tudo se manifesta por esse princípio. Nada está em repouso. Tal postulado elucida que as altercações entre as diferentes manifestações de Energia, Matéria, Espírito e Mente procedem das ordens variáveis de Vibração. Ainda acrescentamos, que a vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.”

Assim, sabendo que somos seres vibratórios, obviamente iremos concluir que distintos fatores implicam nessa sintonia. Entretanto, no mundo físico, dos encarnados, o mundo onde necessitamos das formas, a beleza e os perfumes das flores interagem com as nossas vibrações, enquanto seres encarnados, predispondo-nos a uma sintonia cada vez mais elevada. Logo, ao apreciar a beleza de uma flor, mesmo que inconscientemente, vibrações são alteradas no campo astral.
Por outro lado, ainda cabe-nos observar que, abundantemente, encontraremos nas flores o Prana, bem como outras substâncias que vibram energicamente no plano astral que refletem no plano denso.  Neste ponto, acrescentam-se também as vibrações planetárias recebidas, cujas quais trazem contribuição também ao plano denso, ou seja, ao mundo material.
Portanto, a simples  presença das flores nos coloca em contato com planos mais sutis e energias astrais benéficas, elevando a vibração de forma consciente e inconsciente.

Itaporan

Publicado em nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/casaocc/

domingo, 11 de novembro de 2018

REFLEXÕES SOBRE A DEFUMAÇÃO


Basicamente, a defumação consiste na queima de ervas ou resinas no carvão dentro de um turíbulo, com uma finalidade ritualística, mística e religiosa. Entretanto, são raros os momentos em que paramos para refletir sobre os fundamentos presentes num ato de defumação.

Inicialmente, cabe-nos destacar que a utilização da fumaça em rituais religiosos, está presente em diversos segmentos religiosos, sendo um ato mágico que atua nos campos físico, mental e espiritual.

Em primeiro lugar, precisamos apontar a necessidade do elemento fogo para ativação do presente ritual, ou seja, faz-se necessário o fogo para acender o carvão. Em seguida, temos a necessidade das ervas ou resinas que serão utilizadas.

Embora muitas vezes a defumação esteja ligada ao elemento Ar, ela na verdade contém a representação dos 4 elementos, considerando os elementos que compõem todo o processo. O fogo está presente no carvão, a água e a terra estão presentes nas ervas e o ar na fumaça produzida.

Considerando as características de cada elemento:

Fogo= radiante

Água= fluência

Ar= expansão

Terra= coesão



Por outro lado, há diversas discussões em torno do tipo de material que deve ser utilizado para confecção de um turíbulo. Ao nosso ver, o correto é ser feito de barro, pois ele contém os 4 elementos em si, afinal ele precisou da terra, do fogo, da água e do ar para tomar a forma.

Já em relação ao metal, temos como primordial a sua característica de ser um elemento condutor. Assim, por exemplo, numa defumação de descarrego, a fumaça que sai das ervas ajudam a atrair os miasmas e larvas astrais para origem da fumaça, ficando assim atraídos pelo metal, sendo conduzidos ao barro e queimados. O que acontece aqui, para aprofundarmos mais, tem a ver com a lei vibratória das energias no universo. Durante a defumação, a vibração energética se mostra mais agradável a esses seres, atraindo-os, desprendendo-se assim de pessoas e ambientes.

Durante a queima de ervas é liberado o prana das mesmas, que são movimentados e direcionados pela intenção dos condutores do ritual, bem como pode ter ajuda dos mantras para o seu direcionamento, podendo também ser músicas especificas com vibrações que movimentam esse prana junto à energia etérea, produzindo assim a magia da defumação.

Nesse ponto, cabe-nos buscar os ensinamentos herméticos, em Caibalion de Hermes, onde temos os princípios do hermetismo. Entretanto, aqui nos interessa a lei da vibração:



“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra.”



Todas as coisas se movem e vibram numa sintonia. Todo movimento é vibratório no universo e tudo se manifesta por esse princípio. Nada está em repouso. Tal postulado elucida que as altercações entre as diferentes manifestações de Energia, Matéria, Espírito e Mente procedem das ordens variáveis de Vibração. Ainda acrescentamos, que a vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.

Assim, sabendo que somos seres vibratórios, obviamente iremos concluir que distintos fatores implicam nessa sintonia. Entretanto, no mundo físico, dos encarnados, o mundo onde necessitamos das formas, os perfumes, tais como as essências queimadas, harmonizam e estabilizam as vibrações do indivíduo encarnado, predispondo-o a sintonia cada vez mais elevada, especialmente pela renovação do corpo mental, que principia a originar novo conjunto de pensamentos, isto é, mais puros e elevados, fazendo com que o Ser Espiritual se harmonize com os planos elevados afins no campo astral.

Portanto, podemos inferir que a defumação é um processo magístico, tendo muito mais aspectos a serem explorados para além do exposto neste singelo texto.


domingo, 1 de abril de 2018

INTRODUÇÃO AS TRÊS JOIAS DO BUDISMO


Numa pesquisa rápida pela internet, podemos encontrar na Wikipedia, a seguinte colocação sobre o Budismo: “O Budismo é uma religião e filosofia baseada nos ensinamentos deixados por Siddhartha Gautama, ou Sakyamuni (o sábio do clã dos Sakya), o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. em um reino, onde era príncipe, entre o Nepal e a Índia. “(...) Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e purificar a própria mente. O objetivo é o fim do ciclo de sofrimento, samsara, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana(...)”

Diante do exposto, podemos inferir que o budismo tem como um dos seus eixos norteadores a disciplina da mente, processo pelo qual o adepto é chamado ao despertar da espiritualidade e da compreensão da vida. Nesse caminho, o praticante busca o chamado “refúgio em Buda” que consiste em três orientações para uma filosofia de vida, objetivando livrar o praticante do sofrimento. O denominado refúgio em Buda é expresso pelo Triratna, que é um termo sânscrito, que significa as Três Jóias, sendo elas: o Budha, o Dharma e Sangha.

O Budha faz alusão ao ser iluminado, ou seja, aquele que adquiriu a totalidade da consciência e conhecimento da vida e do caminho que liberta o homem do sofrimento. Já o Dharma, está  associado à doutrina da Lei Suprema e Divina, e tomar refugio em Dharma é assumir o compromisso de aprender diariamente e constantemente, ou seja, ser um Eterno Aprendiz. Por fim, Sangha representa coletividade vivendo sobre a égide do Dharma.
Ao refletirmos sobre o refúgio nas três joias do budismo, certamente, adentramos o aspecto da religiosidade na prática e filosofia budista, visitando na presente reflexão o aspecto mais sublime de qualquer religião, que se manifesta no objetivo da religação com aquilo que transcende o mundo material, manifestando-se no aspecto divino.

Neste ponto, cabe-nos recordar que dentro do estudo das ciências ocultas, em muitas escolas esotéricas e filosóficas, verifica-se que as mesmas, em grande parte, estão estruturadas num conhecimento ternário. Assim, o conhecimento é entendimento a partir do princípio ternário, representando um arcano extremamente importante no percurso da vida iniciática, uma vez que protege um profundo e infinito segredo, onde estão guardadas as respostas para o mistério de todo o universo: a origem de todas as coisas e de todos os seres.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O mar: analogias, simbologia e a iniciação

Hoje, refletiremos um pouco sobre um sítio sagrado específico, muito conhecido por nós, que é o mar. Inicialmente, podemos apontar que a reflexão e o encantamento com tal local permeia o conhecimento humano dentro dss suas diversificadas áreas, da Arte a Religião, tendo também importante significação histórica para diversas civilizações.
Um primeiro aspecto a ser considerado, do ponto de vista religioso, é questão do mar está ligado ao principio feminino dentro das mais variadas religiões. Nesse entrecho, podemos apontar nossa análise a partir do ponto de vista conceitual, onde encontraremos em diversas tradições místicas assinalando o mesmo  para as divindades ligadas ao arquétipo da mãe, a divina mãe, sendo o princípio que atua na natureza, o Eterno Feminino, ou seja, a grande mãe. Nesse entrecho, cabe ainda nos destacar que seu planeta regente é a Lua, e que sabemos que Lua e Mar possuem uma ligação muito forte, bastando apenas fazermos uma pesquisa na influência das marés. Às vezes, penso que a divindade deixa se mostrar nas pequenas coisas, mas infelizmente continuamos a ter mentes profanas, agnósticas e muitas vezes com olhar ateu que preferem não aceitar tais revelações divinas, buscando uma explicação cientifica, que de tanto aprofundar nessa pesquisa chega-se o momento em que trava, e aí começa o grande mistério da ligação entre religião e ciência.
Do ponto de vista cientifico, podemos inferir que no mar poderemos achar uma ampla, rica e diversificada flora e fauna, além de uma grande família mineralógica, que empresta ao mesmo sua composição salina, similar ao plasma sanguíneo humano. Pode-se,  simplesmente por esse aspecto,  concebermos  sua utilidade na manutenção da vitalidade do indivíduo.
Também, ainda dentro de uma visão cientifica, mas aproximando o presente raciocínio com o pensamento místico, sabemos que o mesmo é quem regula vida no planeta Terra, ocupando uma significativa camada do globo terrestre, sendo responsável também na formação do oxigênio produzido pelo fitoplancton, contribuindo para formação das nuvens, que depois são transformadas em água doce para nosso consumo. Enfim, poderíamos apontar diversos fatores para embasar nossa afirmação de que o mar é um importante regulador da manutenção da vida na Terra.Assim, podemos avançar dizendo que o mar é vida, o que vai nos aproximar de pensamentos religiosos e místicos da ligação sua com a figura materna.
Por um olhar do Hermetismo, ao analisarmos o mar, encontraremos uma ligação muita estreita com o “Principio de Ritmo”, segundo o texto original: "Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; oritmo é a compensação."  (O CAIBALION).





Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré -alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria. (Caibalion)

Por meio de seus movimentos, com a maré, o mar representa em si os vários ciclos e ritmo do cosmo, possuindo na sua propriedade hídrica a fluência e a vitalização. Enfim, tudo é oscilação no seu exercitar-se, no seu ininterrupto ir e vim, representando a própria pulsação da vida em nossos corpos, numa analogia do funcionamento do coração.  
Por outro lado, podemos analisar o mar pela perspectiva histórica e humana, onde encontraremos sua representatividade como o caminho para novas descobertas, assim ele também adquire a simbologia dos caminhos das nossas vidas, nas alternâncias de rotas e destinos tomados racionalmente ou irracionalmente pelo ser humano. Embora seja um substantivo masculino, em diversas tradições como apontado anteriormente, ele sempre estará associado ao feminino. Nesse instante, cabe-nos levar nossa reflexão para sua essência que é o elemento água, com sua característica feminina, que numa visão esotérica está ligado a essência feminina, a emoção, aos sentimentos, ao inconsciente. Nessa perspectiva, podemos ainda buscar sua representatividade na vida iniciática, onde o iniciado precisa conhecer os quatros elementos e vivenciar suas ordálias e experiências. Geralmente, vemos sistemas iniciáticos iniciando seus trabalhos por aquilo que é mais denso que é a Terra, seguindo para o Ar, depois para a Água e finalizando com Fogo, mostrando a definitiva libertação do iniciado da vida profana. É fato que esta sequência iniciátioca muitas vezes não se apresentam de forma clara dentro dos sistemas das diversas escolas de mistérios, tomando muitas vezes outras formas e representações, mas que num estudo analítico e convergente, veremos que todos eles seguem essa ordem, basta exercitarmos nossa capacidade de analogia. Aqui, retomando o raciocínio do presente parágrafo, teremos novamente o mar, representado pelo elemento água, onde a água representará as emoções, a fluência e inconstâncias da vida, num movimento impreciso, porém certeiro, levando o candidato a iniciação a compreender os aspectos citados no seu caminho, entendo o ritmo da vida e os ciclos. Destacamos ainda que nessa jornada, sempre o mar é o referencial para tal vivência e reflexão, embora muitas vezes utilizados por diversas simbologias, as que todos convergem para a grande fonte água, o mar.

Logo, podemos apontar nossas reflexões para uma ideia sintetizada no principio da divina mãe, além de suas funções de regulador da vida, de revitalização e transformação. Acrescentamos ainda que poucos são os homens que conseguem compreender profundamente sua linguagem e seus mistérios.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

As bruxas, o esbat e a Lua: uma verdade absoluta em qualquer dogma religioso

Nas noites de lua cheia, crescente e minguante, vemos as verdadeiras bruxas a celebrar nos seus altares, nas florestas, enfim diversos lugares. Mas afinal o que é um Esbat? Basicamente, poderíamos defini-lo como uma celebração, coletiva ou individual, que tem por objetivo a comemorar e, sobretudo, conectar-se as energias lunares.
É fato que as fases da Lua influenciam diretamente alguns aspectos físicos da nossa existência, como por exemplo as marés. Sendo assim, os conhecedores dessas energias buscam essa ligação para completar a fluência energética em seus corpos e ao redor.
Resumidamente, os Esbats tem por intuito a conexão com os ciclos da Deusa, em seus três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã (Crescente, cheia e Minguante).
A simbologia da Lua está presente nas mais diversas culturas e religiões, e sempre carregada de significados muito ricos e temas coerentes entre si.
Muitas vezes, temos a representação da Lua ligado aos mistérios femininos, assim como o Sol aos mistérios masculinos, sempre envoltos numa ótica interpretativa de Pai e Mãe.
Assim engana-se quem pensa que tal influencia energética encontra-se apenas na bruxaria, pois saiba que os calendários religiosos tem por base os ciclos lunares.
cristãos, árabes e judaicos não são os únicos calendários que têm por base os ciclos lunares. 
No Budismo, por exemplo, a Lua e suas fases estiveram ligadas a.muitos aspectos dá vida de Buda. Na Umbanda, ela está relacionada a mãe Yemanjá assim como regula o processo de plantio e colheita de ervas, entre outros aspectos. Até mesmo no catolicismo, a lua aparece em seus diversos simbolismo na história de Jesus Cristo.
Por fim, precisamos também refletir sobre essa dualidade luz e escuridão, a partir das relação Lua e Sol, pois ambos são complementares, e numa visão ampla da questão, entenderemos que há um casamento alquímico nessa relação, que muitas vezes fica de difícil compreensão a nós que somos acostumados com os pensamentos lógicos e racionais. Precisamos entender que essa duplicidade de concepções se entrecruzam, formando o equilíbrio necessário a vida, tanto no aspecto astral/energético assim como no sentido físico de nossa existência humana. Eis aqui o equilíbrio necessário a vida!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Yin/Yang: a dualidade no caminho iniciático

Dentro do Taoismo, temos dois conceitos chaves denominados de Yin Yang, os quais expressam a dualidade de tudo que existe no universo. Dessa forma, podemos inferir que eles constituem as duas forças primordialmente complementares e opostas que dão o se tido daquilo que podemos denominar de Unidade. Basicamente,   o yin é o princípio feminino, e o yang é o princípio masculino. Neste ponto to, podemos evocar a simbologia do Sol e da Lua, assim como a necessidade da relação luz e escuridão.
Nesse enredo de reflexão, poderemos inferir que teremos como a maior de sua representatividade a dualidade, a lei dos contrastes que são inerentes a nossa própria existência, o bem e o mal que estarão presentes na caminhada do aprendiz tanto em sua vida iniciática como na profana. Além disso, a presente alegoria, em sua totalidade, nos leva também de forma paradoxal, encontrar a ideia de um delicado equilíbrio onde estão sustentadas as energias positivas e as negativas, as mesmas que conduzem a uma coesão das forças que regem o Universo. 
Nesse ponto, evocamos o Caibalion, livro básico do hermetismo, onde encontraremos o principio da polaridade, que de certa forma está ligado ao simbolismo Yin e Yang. De acordo com o respectivo principio, "tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."
Assim, entendemos que o dualismo dos opostos nos governa em tudo, e experiência disso é prescrito para nós, até que, tendo aprendido a lição e superado, estamos prontos para o avanço a uma condição onde nós superamos o sentido dessa existência e os opostos deixam de ser vistos como opostos, mas são realizados como uma unidade ou síntese. Para encontrar aquela unidade ou síntese é conhecer a paz que passa, ou seja, a compreensão que ultrapassa a nossa experiência presente, porque nela as trevas e a luz são iguais, e os nossos atuais conceitos de bem e mal, alegria e dor, são transcendidas e encontrou sublimada em uma condição que combina os dois. E esta condição sublime é representado pela fronteira recuada contornando o preto e branco, mesmo que a Presença e Providência Divina envolve e abraça os nossos organismos temporais em que os opostos são inerentes.
Assim, a iniciação para além do conhecimento e prática, deve proporcionar ao iniciado transcender a visão fragmentada, provocando a visão integral do conhecimento dentro de seus aspectos temporariamente duais enquanto aprendizes, levando-nos a compreender a dualidade que forma a unidade
Logo, conhecer as alegorias fundamentais das diversas culturas e religiões, é compreender o funcionamento do universo e obter ferramentas para edificação do nosso templo interior e.plena realização das iniciação nos mistérios.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Reflexões sobre a imagem de Exu

Às vezes fico a pensar nas imagens de Exu, nossos guardiões, que encontramos nos mais variados terreiros e lojas. Nesses pensamentos, entro numa análise da deturpação que muitos fazem de suas formas, comparando-os com seres horripilantes, que nada mais fazem do que reforçar a ideia profana de que os mesmos estariam ligados as coisas do mal, sendo seres horripilantes.
Importante refletirmos sobre quão bela e árdua é sua tarefa, e o quanto estão elevados espiritualmente quando comparados a nós. Diante disso, não vejo sentido continuarmos a reforçar essa concepção horripilante de sua aparência, pois sabemos que os verdadeiros guardiões são seres que trabalham para a execução da lei divina.
Nesse ponto, cabe-nos relembrar o exposto por pai Matta e Silva, em sua obra “Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um preto-velho”, onde ele afirma que: “A Quimbanda é uma questão fina, difícil de explicar para os entendimentos comuns. Porque, fácil é dizer muitas coisas e atribuí-las aos Exus e com isso criar um conceito enganador que ilude e faz com que os fracos de espírito, ignorantes e mesmo os ingênuos as sigam” Com a atual evolução do pensamento humano, é assim anunciada a hora da desmistificação e superação de tabus e crendices, que outrora assustavam aos desavisados ou profanos à cerca da entidade conhecida, de forma popular, como Exu.
Precisamos nos livrar de concepções católicas criadas sobre o que seriam criaturas do mal, pois devemos buscar o conhecimento e superar tais crendices e visões carregadas de dogmas de outras culturas, que no fundo não conseguem compreender a amplitude desses soldados do astral.
Como apontado por mestre Obashanan, em seu artigo " A gira cósmica": Exu vem, para romper a dura casca do ovo formado por nossas ilusões. Frente a uma nova realidade, é Exu quem nos mostra o caminho a ser seguido, iluminando as trevas de nosso eu conturbado. Misteriosas, estas entidades deixam-nos “hipnotizadas” com sua sagacidade.
Assim, irmãos meditemos até que ponto nossos pensamentos sobre esses maravilhosos seres podem estar influenciados por concepções errôneas. Façamos uma análise sobre o verdadeiro arcano que representa os guardiões e encontraremos sua bela face, que certamente nem se aproxima desses entendimentos maldosos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Reflexão sobre a relação pentagrama e iniciação


A famosa estrela de cinco pontas, presente em diversas culturas e religiões, embora com várias interpretações arcanas, no fundo todas emergem para a uma mesma concepção e ensinamento ao ser  humano. Ao nos aprofundarmos na interpretação do  presente símbolo, encontraremos, na verdade, o verdadeiro caminho da iniciação.

Ao longo de sua história, a humanidade buscou compreender as energias e forças ocultas que circundavam suas vidas, assim entre seus medos e anseios frente ao desconhecido, foram-se criando símbolos nas diversas culturas para sintetizar o conhecimento desses mistérios. Nessa vereda simbólica, o pentagrama emerge como um dos principais símbolos, sendo, atualmente, um dos mais difundidos, possuindo diferentes interpretações e utilizações, mas que numa análise profunda podemos identificar uma escala de coerência na compreensão nas diversas culturas.

Assim, podemos começar nossa reflexão pela geometria sagrada:

“Os princípios norteadores da geometria sagrada transcendem as considerações religiosas sectárias. Como uma tecnologia que tem o objetivo de reintegrar a humanidade no todo cósmico, ela funcionará, como a eletricidade, para todas as pessoas que observarem os critérios, não importa quais sejam os seus princípios ou propósitos. A aplicação universal dos princípios idênticos da geometria sagrada em lugares separados no tempo, no espaço e por crenças às diferentes atesta a sua natureza transcendental.”(Nigel Pennick)

Nessa perspectiva, o pentagrama tem sua geometria explorada a partir da concepção de equilíbrio e perfeição. Dessa forma, encontraremos que o pentagrama está associado ao número 5 (Yorimá), o qual está associado aos elementos dinâmicos, ou seja, aquilo tem movimento e força.  O número 5 é um símbolo sintético, constituindo-se na síntese da movimentação mágica, edificando a concepção do homem dominando os elementos. Cabe-nos aqui ainda acrescentar que, de acordo com Eliphas Levi,o pentagrama representa exprime a dominação do espírito sobre os elementos, mostrando como o ser humano os ordena. Ainda, acrescentamos que algumas escolas iniciáticas, tem  no número cinco a representatividade do princípio do centro, não só geográfico, mas energético e espiritual. É ele que permite equilibrar e regular o jogo constante do yin e do yang em suas diferentes manifestações e assegurar a unidade do fluxo perpétuo das coisas. O cinco representa a adição dos dois, de essência feminina, ao três, de essência masculina. Simboliza, portanto, a totalidade do universo.

Após tais explanações, podemos começar a pensar na relação iniciação versus pentagrama, a qual guarda íntima relação. Primeiramente, devemos compreender que o caminho iniciático tem para além de outros objetivos, levar o ser humano ao equilíbrio e integração com as forças universais, promovendo a perfeição da sua existência, do ponto de vista da relação macro e microcosmo.

Na sua caminhada iniciática, o adepto deve conhecer e aprender a manipular os quatros elementos. Numa correlação com o pentagrama, podemos também identificar que cada uma de suas pontas representam um elemento, tendo a quinta ponta, geralmente a superior, representando o éter universal. Logo, o objetivo do iniciado seria atingir o éter, conectar-se com o mesmo.

O iniciado, em sua trajetória, embora tenha um mestre, descobrirá que o caminho da iniciação é solitário, sendo seu mestre apenas o facilitador nesse processo, portanto a iniciação está sujeita a verdadeira vontade do candidato. Para tanto, o mesmo deverá despertar para a realidade dos quatro elementos que a tudo compõe a nossa vida, onde irá compreender em cada elemento suas lições e influências que, certamente, contribuirão para busca de seu equilíbrio e conexão com a energia superior cósmica, a grande fraternidade branca.




domingo, 1 de janeiro de 2017

Ano novo: uma egrégora poderosa

Alguns praticantes de ciências ocultas, costumam considerar o ano novo, apenas como uma festa, e afirmando que a mesma não possui um valor mágico.
Nesse sentido, devemos fazer uma pequena reflexão. Embora o ano novo, como conhecemos, seja um registro civil de contagem do tempo, não estando em alguns aspectos ligado às passagens cíclicas do astral, devemos admitir que sua simbologia ativada pelo rito que praticamos anualmente, nesta época, adquire status místico, reforçando o abrir e fechar ciclos em nossas vidas.
Nessa época, todos os povos e religiões buscam o sentido da renovação, todos num só pensamento, que certamente acaba por provocar um movimento energético muito grande, com concretizando essa intenção humana.
Assim, poderíamos dizer, de forma geral, que o ano novo é uma egrégora de renovação, onde energias são movimentadas pela coletividade, consciente ou inconscientemente.
Logo, podemos inferir que o ano novo tem sim seu valor místico dentro do astral, sendo um ato mágico de grandioso, quando começamos analisa-lo pela perspectiva da egrégora.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Conhecendo o Hinduísmo

De acordo com a definição da Wikipédia, oriundo do continente indiano, o Hinduísmo é uma tradição religiosa, comumente denominado de  Sanātana Dharma (सनातन धर्म) pelos seus praticantes, frase em sânscrito que significa "a eterna (perpétua) darma (lei).
Conforme apontam estudos históricos, o Hinduísmo seria uma das religiões mais antigas, senão a mais antiga. No entanto, somos conhecedores de que ela é mais antiga do que o budismo, o cristianismo e o islam, mas no entanto continua ser uma tarefa difícil a definição exata de sua idade. Cabe-nos destacar que alguns estudiosos apontar que o zoroastrismo teria sua origem também embasada nas mesmas escrituras que possibilitaram o nascimento do Hinduísmo.
Quanto as suas crenças, os hindus são politeístas, ou sejam, possuem como característica a crença vários deuses, sendo os mais conhecidos:  Ganesha (deus da sabedoria e sorte); Brahma (representa a força criadora do Universo);  Matsya (aquele que salvou a espécie humana da destruição); Sarasvati (deusa das artes e da música); Shiva (deus supremo, criador da Ioga), Vishnu (responsável pela manutenção do Universo). 
As suas sagradas escrituras constituem-se a partir de um conjunto de textos, compreendidos por seus adeptos como de origem de inspiração divina, sendo denominados de sagradas escrituras.
Nesse ponto, cabe-nos destacar que ao longo das história, o Hinduísmo sofreu diversas influências culturais e filosóficas, e provavelmente a organização que conhecemos hoje poderia ser bem diferente em alguns aspectos quando comparado a sua base originária.
Por outro lado, também faz-se importante destacar que embora seja politeístas, suas práticas também envolvem concepções monoteístas, pois muitas correntes filosóficas hindus postulam a crença em um princípio superior e onipresente da realidade, denominado como Brahma, entretanto há outras faces do divino que originam outras divindades.
Entre os princípios fundamentais dessa corrente, podemos destacar a crença no carma (o regulador da moral de causa e efeito), no atman (a natureza da alma), no dharma (deveres da pessoa perante a sociedade) e no samsara (reencarnação).

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A vida universal: reflexões sobre a composição da divindade

O que seria Deus? Essa simples pergunta provoca diversas reações, definições, sentimentos etc...Qual seria a lógica do universo e como tudo isso estaria interligado para um síntese maior?
Particularmente, acredito que vivemos imerso num movimento de convergência e síntese, onde tudo está interligado e condicionado a uma única síntese, poderosa, cujo entendimento conduziriam-nos a compreensão da grande inteligência, ou seja, de Deus.
Nessa perspectiva de definição do que seria Deus, será que poderia considerar loucura entendermos que somos parte da divindade? Que os planetas, as florestas, os animais, entre outras coisas seriam partes dessa divindade maior?
Essa inteligência superior, denominado como o Grande Arquiteto de Universo, por entender que esse ser seria uma convergência de coisas, ideias e sentimentos, que misturados num equilíbrio perfeito comporiam sua essência universal, manifestando a vida universal.
Nosso corpo físico é composto por diversas células, órgãos, bactérias, entre outros componentes biológicos que forma um sistema denominado corpo humano, assim como a nossa coletiva de forma a chamada sociedade com todas as suas características, assim como a diversidade biológica   que numa dimensão maior compõe a biodiversidade. E assim por diante vão formando os planetas, os sistemas etc. Importante notar que cada parte dessea conjuntos na sua individualidade é que contribuem para o funcionamento do Tudo e para a existência dessa síntese. Portanto, entender a vida universal e a grande inteligência arquiteta de tudo demanda de nós a compreensão das partículas que compõe tudo isso, assim como entendimento sistêmico de tudo isso, para no mínimo tentarmos esboçar a grandeza dá divindade.

domingo, 25 de dezembro de 2016

O que é orar?

Às vezes, muitas pessoas ficam se questionando se as forças superiores, destinatários das intenções, estão  ouvindo suas preces, orações e súplicas. Dúvidas quanta a eficácia da oração e a forma correta de se orar emergem das profundezas de nosso subconsciente, atrapalhando a sutileza e magia desse momento tão necessário em nossas vidas.
Em primeiro lugar, devemos entender que a oração é um momento de conexão com o astral, onde devemos tentar minimizar a instintiva força selvagem de nossos pensamentos, direcionando nossa mente para um estado de quietude e equilíbrio com o propósito da oração.
Assim, podemos inferir que a verdadeira oração é um movimento de conexão com o sagrado, que num primeiro momento deve levar o praticante a evocar a energia superior, aproximar-se dela e conectar-se, para enfim se entregar a um estado de contemplação e diálogo sagrado.
Logo, orar é algo que exige entrega e muita dedicação,  visando realmente deixar a alma dialogar e interagir com as forças evocadas, numa via de mão dupla.

domingo, 27 de novembro de 2016

Reflexões sobre o Yin-Yang

Pensar no princípio da duplicidade contida no Yin-Yang é contemplar a vida em sua dualidade que caminha para a compreensão da unidade.

Os referidos conceitos de Yin e Yang estão atrelados ao taoísmo, expressando  a dualidade de tudo que existe no universo. Embora sejam forças opostas, elas são complementares, estando presente em tudo, sendo uma das chaves para a compreensão do mundo das formas, ou seja, do mundo material.

Entre as diversas possibilidades de interpretação do Yin-Yang, teremos como a maior de sua representatividade a dualidade, a lei dos contrastes que são inerentes a nossa própria existência, o bem e o mal que estarão presentes na caminhada do iniciado tanto em sua vida iniciática como na profana. Além disso, a presente alegoria, em sua totalidade, nos leva também de forma paradoxal, encontrar a ideia de um delicado equilíbrio onde estão sustentadas as energias positivas e as negativas, as mesmas que conduzem a uma coesão das forças que regem o Universo. 
Uma reflexão profunda sobre tais conceitos revelará o quanto possuímos uma compreensão limitada e reduzida do universo e da vida.
Evocamos, nesse ponto de nossa reflexão, o Caibalion, livro básico do hermetismo, onde encontraremos o principio da polaridade, que de certa forma está ligado ao simbolismo do piso mosaico. De acordo com o respectivo principio, "tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados." O Princípio de Polaridade contém a verdade que todas as coisas manifestadas têm dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos, com muitos graus de diferença entre os dois extremos. Significa que uma determinada coisa pode ser boa e ruim ao mesmo tempo, simplificadamente. Os ensinamentos herméticos dizem que as coisas que se parecem diametralmente opostas trata-se apenas questão de graus.Assim, entendemos que o dualismo dos opostos nos governa em tudo, e experiência disso é prescrito para nós, até que, tendo aprendido a lição e superado, estamos prontos para o avanço a uma condição onde nós superamos o sentido dessa existência e os opostos deixam de ser vistos como opostos, mas são realizados como uma unidade ou síntese. Para encontrar aquela unidade ou síntese é conhecer a paz que passa, ou seja, a compreensão que ultrapassa a nossa experiência presente, porque nela as trevas e a luz são iguais, e os nossos atuais conceitos de bem e mal, alegria e dor, são transcendidas e encontrou sublimada em uma condição que combina os dois.

domingo, 7 de agosto de 2016

Os mistérios do pão e vinho


O consumo da essência divida é um aspecto muito importante na tradição dos mistérios, representando o mistério  das transformações. Popularmente, tal rito é conhecido como a famosa transubstanciação, que se origina da união de duas palavras latinas: trans (além) e substantia (substância), que tem por significação a transformação da substância em algo além do estado físico, entrando em aspectos metafísicos/astrais.

Segundo Ravi Grimassi (2000), em seu livro “ Mistérios Wiccanos”, na Tradição Misteriosa, o vinho e o pão representam o sangue e o corpo das deidades. Nas primeiras associações matrifocias da era do  caçador-coletor, o vinho simbolizava o sangue mestrual da Deusa e o pão representava o corpo do deus. Os aspectos esotéricos do pão e do vinho empregam os mistérios da Fermentação, e em sua essência estão associados à semente como símbolo masculino, que se torna uma semente portadora.

Tais elementos representam também a representação dos estados da matéria física para a subsistência humana.Obviamente, que o pão e o vinho são elementos físicos, denominados alimentos, mas que na simbologia litúrgica nos faz lembrar que assim como o corpo físico necessitada de alimentação, no corpo espiritual ou nossa vida espiritual também necessita de ser nutrida para se fortificar e evoluir.

 Por outro lado, podemos inferir que o pão nos demonstra o simbolismo do grão de trigo, que morre para renascer, depois ter passado pela prova da terra. O pão está relacionado com o conhecimento dos pequenos mistérios. Já o vinho, representa o conhecimento dos grandes mistérios, pois revive o mito da transformação pela perspectiva da vida, onde a uva passa pela fermentação. Em outra possível analogia, encontraremos o pão simbolizando o físico, e o vinho sendo o símbolo da alma. Assim, ao se consumir tais alimentos, estamos ingerindo a essência divina e seus mistérios, fomentando o equilíbrio físico e espiritual.

domingo, 31 de julho de 2016

O CHAKRA CARDÍACO- ANAHATA




Inicialmente, no estudo dos chakras, faz-se necessário buscarmos o que é  um chakra. De forma básica, podemos apontar que os chakras são pontos de interseção de forças sutis entre os  vários planos dimensionais, sendo centros de energias que fazem a ligação entre o astral e o físico, em nossos corpos.

Em nossa análise, iremos focar no denominado chakra cardíaco ou Anahata, buscando aumentar nosso entendimento sobre tal área de força.

O referido centro vital, em nosso corpo físico, embora saibamos que os chakras estão situados no astral, tem sua correspondência de localização no centro do tórax entre os mamilos, tendo como cor associada o verde, sendo regido pelo elemento ar.

Segundo Julio Lótus, o nome Anahata, atribuído ao chakra cardíaco, vem do sânscrito e significa "Invicto", "Inviolado".  Ainda de acordo com o autor, tal centro de força  tem a incumbência da energização do sistema cárdio-respiratório, sendo o canal responsável pela movimentação dos sentimentos. É o meio de ligação energética entre os sentimentos inferiores e os superiores.

Assim, podemos inferir que Anahata é o centro do equilíbrio, da justiça e da expressão do verdadeiro amor. Nesse ponto, cabe-nos destacar que em muitas culturas o coração se cristalizou como o símbolo das emoções e do amor, tendo sua explicação diretamente atrelada a função do seu chakra correspondente. 

Temos dentro dos canais de força, sete chakras principais, sendo o cardíaco o número quatro, estando no meio, sendo assim a representação do equilíbrio, sendo o encontro das forças duais, assim como dos princípios masculino e feminino.

Por outro lado, percebe-se que tal chakra é o regulador das emoções e da fluência das energias vitais, estando assim necessitado de estar sempre em equilíbrio. Já em relação ao corpo físico, detecta-se que ele possui forte influência em nosso corpo, considerando sua ligação com o coração e o timo, sendo portanto o distribuidor e regulador do equilíbrio saudável, da manutenção da saúde.

terça-feira, 7 de junho de 2016

ANOTAÇÕES SOBRE A TRONQUEIRA DO SR. EXU


Dentro da casinha de Ao se adentrar um templo de Umbanda, certamente, muitos se depararão com as firmezas existentes na porta, as famosas “casinhas” ou “tronqueiras” de Exu.

Tais firmezas tem como finalidade o assentamento das forças de nossos guardiões, sendo um recurso utilizado para a proteção do local. Na verdade, ela é como um portal, o qual foi ativado, que impede as forças negativas e hostis de atrapalhar ou atacar o templo.

Nesse instante, cabe-nos destacar que os guardiões qualquer que seja o designação cultural utilizada, já eram apreciados na antiga Mesopotâmia muita antes dos celtas ou italianos virem tomar ciência de sua existência. Na verdade,
os guardiões constituem um conceito comum à maioria das tradições mágicas, ainda que possam existir divergentes e diferentes concepções sobre a mesma entidade.

 Dentro da bruxaria, por exemplo, temos os guardiões das torres, os quais zelam por um ponto cardeal e servem de proteção contra as energias nefastas. Assim, em analogia, resguardadas as devidas interpretações culturais e esotéricas, podemos dizer de forma geral que possuem a mesma função de Exu.

Podemos aqui fazer algumas analogias, sem a pretensão de serem verdades absolutas, mas que podem nos abrir perspectivas de entendimento do referido assunto. Inicialmente, podemos entender um templo de Umbanda como um corpo humano, onde temos a cabeça do axé, a qual está próxima do conga, depois temos os braços -(sendo um representativo da energia masculina e o outro da feminina- e por outro lado, os pés do Axé, ao nosso ver, representado pela tronqueira. Nessa perspectiva, vemos uma possível ligação, uma vez que o pé é o que dá sustentação ao corpo, assim é o fundamento de Exu que objetiva dar sustentação ao templo. Também é possível fazer essa analogia pela perspectiva do pentagrama, lembrando que o mesmo representa a movimentação energética.

Exu, temos a representação dos 4 elementos, os quais são itens necessários para a ativação do portal de forças do Sr. Exu. Cabe ainda destacar  que com isso, ativamos as forças sutis, as quais se utilizam os guardiões no seu trabalho. Tais elementos propiciam, em seu aspecto mais interno, manutenção do equilíbrio mágico-vibratório, mantendo inclusive a própria vida física, pois movimenta as forças vitais.

Por meio dos itens utilizados na edificação do portal, podemos inferir que por meio da movimentação da magia astroetérica,  englobando as forças sutis da natureza, sob o comando e vibração dos Orixás, emergem o equilíbrio necessário realizado por Exu para o ritual.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

REFLEXÕES INICIAIS SOBRE O RITUAL RELIGIOSO


Dentro das diversas religiões, sempre vamos nos deparar com o denominado Ritual. Entretanto, você já parou para pensar sobre o que seja um ritual? Quais os elementos que o compõem? Qual sua finalidade na prática religiosa? Partindo dessas indagações, hoje, resolvi realizar algumas reflexões e buscar informações sobre aquilo que chamamos de ritual.

Segundo a Wikipédia, encontraremos como definição para ritual:

“Um ritual é um conjunto de gestos, palavras e formalidades, geralmente imbuídos de um valor simbólico, cuja performance é, usualmente, prescrita e codificada por uma religião ou pelas tradições da comunidade”

De acordo com Joachim Andrade, em seu artigo intitulado “Importância dos rituais nas tradições religiosas”, podemos compreender, dentro de uma concepção ampla e genérica, que o ritual é como um sistema cultural e religioso de comunicação simbólica, construído e organizado em consonância com determinadas sequências ordenadas e padronizadas de silêncio, palavras e atos comumente expressos por múltiplos meios que possuem conteúdos variados. Neste ponto, devemos acrescentar que o ritual possui como base pontos de referências que dão sentido a sua existência e execução, sendo compartilhado com outros seres que possuem anseios comuns, ou podendo ser realizado individualmente.

Importante, neste ponto esclarecer, que entre os vocábulos ritual e rito, temos um pequena diferença conceitual, sendo o rito definido como as normas, regras e ações, e o ritual a execução desse conjunto exposto pelo rito. Podemos dizer ainda que o rito são os princípios básicos para execução do ritual.

Ao nosso ver, os rituais são como uma linguagem simbólica que se constituem numa forma particular de expressão, comunicação e comunhão com o divino, dentro da perspectiva religiosa.

Do ponto de vista religioso, através da execução e vivência do ritual que o ser humano se conecta com energias superiores para determinados objetivos, assim como trazem o mundo divino, em certo nível, para o mundo físico.

Para Mirian Rabelo, em seu artigo “Religião, Ritual e Cura”, publicado pela FIOCRUZ, ao se voltar para um estudo do ritual, vários antropólogos têm enfatizado seu papel transformativo: manipulando símbolos em um contexto extracotidiano, carregado de emoção, o ritual induz seus participantes a perceberem de forma nova o universo circundante e sua posição particular nele. Assim, por meio do ritual, o religioso consegue colocar a sua mente consciente em um trabalho coordenado com o seu subconsciente, ou seja, consciência e subconsciência trabalham conjuntamente. Sendo assim, se cria uma egrégora, uma ambiente sagrado, levando-nos a uma conexão com o macrocosmo mais profunda e consciente. Assume assim, o desígnio de uma necessidade humana, onde a condução ritualística possibilita uma vivência que transcende o nosso racionalismo, levando-nos a plenitude do ser humano e nos colocando em relação com as forças astrais e integrando-nos ao macrocosmo.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

OS PONTOS CANTADOS NA UMBANDA


Pensar e refletir sobre as letras dos pontos cantados na Umbanda, certamente, é um interessante e rico exercício mental, que muito pode revelar aos estudantes e adeptos dos mistérios dessa senhora da luz velada.

Desde a Antiguidade, nas diferentes religiões, sempre existiu a louvação em forma de cântico como maneira de ligação com a energia divina. Do ponto de vista da sociologia,  Durkeim (1996), em seu livro “ As formas elementares da vida religiosa”, ao tratar da relação entre música, religião e sociedade, expõe uma possível gênese da música e do canto como forma de se exteriorizar o excesso de energia gerado pelos rituais, onde os praticantes através de elementos sonoros atingiam um estado de harmonia, o qual se integrava na coletividade. Assim sendo, observa-se que as manifestações relgiosas de diversas naturezas utilizaram e ainda utilizam da música para expressar suas crenças, assim como para cumprir funções em rituais religiosos. Portanto, a relação entre música e religião é uma verdade presente em diversos contextos culturais e sociais.

Ao analisarmos as letras, uma primeira questão nos vem a mente: os pontos de Umbanda foram inventados ou são revelados pelo astral superior?  Nesse sentido, buscamos nossa resposta no livro “Mistérios e práticas na lei de Umbanda, de Mestre Yapacani, onde encontramos que os verdadeiros pontos cantados são dados pelas entidades, ou seja, são revelados pelo astral superior.

Outro fator que chama a atenção é a denominação do vocábulo ponto para fazer referências aos cânticos, segundo informações retiradas da internet, ponto é um termo genérico que faz alusão à costureira em tecido, pois cada ponto dado por ela (costura), ela vai, em sequência, “amarrando” um tecido no outro, da mesma forma que no ritual de Umbanda, pois os cantos são em sequência, obedecendo uma finalidade.

A utilização do canto e do som do tambor, para aquelas vertentes que utilizam, são ferramentas rituais de correspondência, sendo elementos de comunicação entre o mundo físico e o espiritual, pois cada canto e ritmo se relacionando com uma determinada vibração, possibilita com mais facilidade a ligação com as energias afins e/ou superiores.

Nesse ponto, cabe-nos revisitar os princípios herméticos para compreender um pouco mais do funcionamento dos cânticos nos rituais. Primeiramente, precisamos lembrar que os sons são frequências vibratórias, ou seja, vibrações,  e assim podemos fazer uma pequena analogia com o principio da vibração e também com o do mentalismo. O Todo é mental, cujo sofre influências do princípio do padrão vibratório. Assim, as manifestações vibratórias produzidas pelos cânticos resultam em vibrações no TODO, possibilitando que haja correspondência e harmonização. A música nos conecta com a essência divina, sendo ela um possante elemento alquímico e, dentro do campo das Artes é a que vai mais fundo na alma, possibilitando uma conexão com outras energias, de forma mais profunda.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

GEOMETRIA SAGRADA: UM BREVE ESBOÇO DE SUA COMPOSIÇÃO


Segundo Robert Lawlor, em seu livro intitulado “ Geometria Sagrada”, atualmente, estamos vivenciando, no campo das ciências, uma tendência universal para a abdicação da pressuposição de que a natureza fundamental da matéria pode ser estudada a partir do ponto de vista da substância (partículas, quantum), em favor do conceito segundo o qual a natureza fundamental do mundo material só pode ser conhecida através do estudo da organização subjacente de suas formas ou ondas. Ainda de acordo com o autor, tanto  os nossos órgãos de percepção, como o mundo dos fenômenos que percebemos parecem compreender-se melhor como sistemas de esquemas puros, ou como estruturas geométricas de forma e proporção. Daí que, quando muitas das culturas antigas optaram por examinar a realidade através das metáforas da geometria e da música.

Em nossa realidade, podemos inferir que a geometria é um principio orientador, estando presente em toda a natureza. Assim, partindo desse pressuposto, podemos compreender o pensamento de alguns cientistas e filósofos, que o mundo tem uma representação material de formas. Já numa concepção mística, a geometria mostra a soberania do divino, revelando a harmonia, manifesta em padrão físico metafísico que se torna o causador do padrão físico.

Protágoras afirmava que  "O homem é a medida de todas as coisas, dos seres vivos que existem e das não-entidades que não existem.“

Para Nigel Pennick:

“Os princípios norteadores da geometria sagrada transcendem as considerações religiosas sectárias. Como uma tecnologia que tem o objetivo de reintegrar a humanidade no todo cósmico, ela funcionará, como a eletricidade, para todas as pessoas que observarem os critérios, não importa quais sejam os seus princípios ou propósitos. A aplicação universal dos princípios idênticos da geometria sagrada em lugares separados no tempo, no espaço e por crenças às diferentes atesta a sua natureza transcendental. Assim, a geometria sagrada foi aplicada nos templos pagãos do Sol, nos relicários de Ísis, nos tabernáculos de Jeová, nos santuários de Marduk, nos santuários erigidos em honra dos santos cristãos, nas mesquitas islâmicas e nos mausoléus reais e sagrados.Em todos os casos, uma cadeia de princípios imutáveis conecta essas estruturas sagradas.A geometria é geralmente incluída na disciplina da matemática;todavia, a matemática numérica, na verdade, derivou da geometria, que possui uma ordem muito mais fundamental do que a mera manipulação de números, que é criação do homem”



Desde tempos remotos, se reconhece na natureza das formas um meio para traduzir a harmonia e a unidade, assim torna-se a geometria sagrada o estudo das ligações entre as proporções e formas contidas no microcosmo e no macrocosmo com o propósito de compreender a Unidade que permeia toda a vida, levando-nos a compreensão da convergência que permite nos concluir que a Verdade-Real origina-se de uma única fonte, onde todos estamos conectados.

sábado, 16 de abril de 2016

Magia: uma ciência sagrada

Ao longo da história da humanidade, detectam-se diversos registros indicativos de práticas mágicas, as quais compõem a chamada ciência sagrada dos magos. Mas afinal o que é magia? Para responder tal indagação, vamos até os escritos de Eliphas Levi, o qual nos diz que: Magia é a aplicação da vontade às forças hiperfísicas (ou metafísicas) da natureza. Além dessa definição mais técnica, cotidianamente, somos bombardeados com outras definições e entendimentos, e, certamente, uma das mais conhecidas definições seja a de Aleister Crowley, postulando que Magia é a Ciência e a Arte de provocar mudanças em conformidade com a vontade.
No entanto, ao nosso ver, a colocação de Crowley descreve muito bem o efeito, o objetivo de tal prática, porém para que possamos aprofundar nosso entendimento em torno de tal ciência sagrada, necessitamos de compreender os os fundamentos implicados no processo, compreender essa sagrada ciência.
Na verdade, a magia é uma ciência sagrada, onde forças mágicas e vivas atuam em consonância com as forças físicas.
Neste ponto, cabe-nos separar o joio do trigo, pois quando falamos em magia, devemos ter o cuidado de não englobá-la junto com aquilo que chamamos de feitiçaria. Na verdade, quando praticamos uma feitiçaria apenas operamos os elementos, porém não compreendemos como se encaixam tais elementos na realização do propósito Mágico. Assim, já podemos compreender que a magia se constitui em algo mais complexo, onde a sagrada ciência busca explicitar a forma e o fundamento das operações mágicas, conjugadas com as qualidades herméticas. Logo, trata-se de uma ação consciente e de muita responsabilidade.
Outro ponto importante para a nossa reflexão, é entender que ela não se divide em branca ou negra, afinal ela não tem cor. Magia é uma só, o que difere são as intenções de seu operador, que pode ser boas ou más, e aí talvez se ligue ao conceito popular de que branco é coisa boa e preta é coisa mal, mas que fique claro que a sagrada ciência é uma só, tal divisão existe na consciência do ser humano.
Se há alguma divisão na magia essa está ligada ao seu sistema, que pode ser dogmático ou pragmático, de onde teremos as diversas variantes da velha ciência e arte.