domingo, 1 de janeiro de 2017

Ano novo: uma egrégora poderosa

Alguns praticantes de ciências ocultas, costumam considerar o ano novo, apenas como uma festa, e afirmando que a mesma não possui um valor mágico.
Nesse sentido, devemos fazer uma pequena reflexão. Embora o ano novo, como conhecemos, seja um registro civil de contagem do tempo, não estando em alguns aspectos ligado às passagens cíclicas do astral, devemos admitir que sua simbologia ativada pelo rito que praticamos anualmente, nesta época, adquire status místico, reforçando o abrir e fechar ciclos em nossas vidas.
Nessa época, todos os povos e religiões buscam o sentido da renovação, todos num só pensamento, que certamente acaba por provocar um movimento energético muito grande, com concretizando essa intenção humana.
Assim, poderíamos dizer, de forma geral, que o ano novo é uma egrégora de renovação, onde energias são movimentadas pela coletividade, consciente ou inconscientemente.
Logo, podemos inferir que o ano novo tem sim seu valor místico dentro do astral, sendo um ato mágico de grandioso, quando começamos analisa-lo pela perspectiva da egrégora.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Conhecendo o Hinduísmo

De acordo com a definição da Wikipédia, oriundo do continente indiano, o Hinduísmo é uma tradição religiosa, comumente denominado de  Sanātana Dharma (सनातन धर्म) pelos seus praticantes, frase em sânscrito que significa "a eterna (perpétua) darma (lei).
Conforme apontam estudos históricos, o Hinduísmo seria uma das religiões mais antigas, senão a mais antiga. No entanto, somos conhecedores de que ela é mais antiga do que o budismo, o cristianismo e o islam, mas no entanto continua ser uma tarefa difícil a definição exata de sua idade. Cabe-nos destacar que alguns estudiosos apontar que o zoroastrismo teria sua origem também embasada nas mesmas escrituras que possibilitaram o nascimento do Hinduísmo.
Quanto as suas crenças, os hindus são politeístas, ou sejam, possuem como característica a crença vários deuses, sendo os mais conhecidos:  Ganesha (deus da sabedoria e sorte); Brahma (representa a força criadora do Universo);  Matsya (aquele que salvou a espécie humana da destruição); Sarasvati (deusa das artes e da música); Shiva (deus supremo, criador da Ioga), Vishnu (responsável pela manutenção do Universo). 
As suas sagradas escrituras constituem-se a partir de um conjunto de textos, compreendidos por seus adeptos como de origem de inspiração divina, sendo denominados de sagradas escrituras.
Nesse ponto, cabe-nos destacar que ao longo das história, o Hinduísmo sofreu diversas influências culturais e filosóficas, e provavelmente a organização que conhecemos hoje poderia ser bem diferente em alguns aspectos quando comparado a sua base originária.
Por outro lado, também faz-se importante destacar que embora seja politeístas, suas práticas também envolvem concepções monoteístas, pois muitas correntes filosóficas hindus postulam a crença em um princípio superior e onipresente da realidade, denominado como Brahma, entretanto há outras faces do divino que originam outras divindades.
Entre os princípios fundamentais dessa corrente, podemos destacar a crença no carma (o regulador da moral de causa e efeito), no atman (a natureza da alma), no dharma (deveres da pessoa perante a sociedade) e no samsara (reencarnação).

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A vida universal: reflexões sobre a composição da divindade

O que seria Deus? Essa simples pergunta provoca diversas reações, definições, sentimentos etc...Qual seria a lógica do universo e como tudo isso estaria interligado para um síntese maior?
Particularmente, acredito que vivemos imerso num movimento de convergência e síntese, onde tudo está interligado e condicionado a uma única síntese, poderosa, cujo entendimento conduziriam-nos a compreensão da grande inteligência, ou seja, de Deus.
Nessa perspectiva de definição do que seria Deus, será que poderia considerar loucura entendermos que somos parte da divindade? Que os planetas, as florestas, os animais, entre outras coisas seriam partes dessa divindade maior?
Essa inteligência superior, denominado como o Grande Arquiteto de Universo, por entender que esse ser seria uma convergência de coisas, ideias e sentimentos, que misturados num equilíbrio perfeito comporiam sua essência universal, manifestando a vida universal.
Nosso corpo físico é composto por diversas células, órgãos, bactérias, entre outros componentes biológicos que forma um sistema denominado corpo humano, assim como a nossa coletiva de forma a chamada sociedade com todas as suas características, assim como a diversidade biológica   que numa dimensão maior compõe a biodiversidade. E assim por diante vão formando os planetas, os sistemas etc. Importante notar que cada parte dessea conjuntos na sua individualidade é que contribuem para o funcionamento do Tudo e para a existência dessa síntese. Portanto, entender a vida universal e a grande inteligência arquiteta de tudo demanda de nós a compreensão das partículas que compõe tudo isso, assim como entendimento sistêmico de tudo isso, para no mínimo tentarmos esboçar a grandeza dá divindade.

domingo, 25 de dezembro de 2016

O que é orar?

Às vezes, muitas pessoas ficam se questionando se as forças superiores, destinatários das intenções, estão  ouvindo suas preces, orações e súplicas. Dúvidas quanta a eficácia da oração e a forma correta de se orar emergem das profundezas de nosso subconsciente, atrapalhando a sutileza e magia desse momento tão necessário em nossas vidas.
Em primeiro lugar, devemos entender que a oração é um momento de conexão com o astral, onde devemos tentar minimizar a instintiva força selvagem de nossos pensamentos, direcionando nossa mente para um estado de quietude e equilíbrio com o propósito da oração.
Assim, podemos inferir que a verdadeira oração é um movimento de conexão com o sagrado, que num primeiro momento deve levar o praticante a evocar a energia superior, aproximar-se dela e conectar-se, para enfim se entregar a um estado de contemplação e diálogo sagrado.
Logo, orar é algo que exige entrega e muita dedicação,  visando realmente deixar a alma dialogar e interagir com as forças evocadas, numa via de mão dupla.

domingo, 27 de novembro de 2016

Reflexões sobre o Yin-Yang

Pensar no princípio da duplicidade contida no Yin-Yang é contemplar a vida em sua dualidade que caminha para a compreensão da unidade.

Os referidos conceitos de Yin e Yang estão atrelados ao taoísmo, expressando  a dualidade de tudo que existe no universo. Embora sejam forças opostas, elas são complementares, estando presente em tudo, sendo uma das chaves para a compreensão do mundo das formas, ou seja, do mundo material.

Entre as diversas possibilidades de interpretação do Yin-Yang, teremos como a maior de sua representatividade a dualidade, a lei dos contrastes que são inerentes a nossa própria existência, o bem e o mal que estarão presentes na caminhada do iniciado tanto em sua vida iniciática como na profana. Além disso, a presente alegoria, em sua totalidade, nos leva também de forma paradoxal, encontrar a ideia de um delicado equilíbrio onde estão sustentadas as energias positivas e as negativas, as mesmas que conduzem a uma coesão das forças que regem o Universo. 
Uma reflexão profunda sobre tais conceitos revelará o quanto possuímos uma compreensão limitada e reduzida do universo e da vida.
Evocamos, nesse ponto de nossa reflexão, o Caibalion, livro básico do hermetismo, onde encontraremos o principio da polaridade, que de certa forma está ligado ao simbolismo do piso mosaico. De acordo com o respectivo principio, "tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados." O Princípio de Polaridade contém a verdade que todas as coisas manifestadas têm dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos, com muitos graus de diferença entre os dois extremos. Significa que uma determinada coisa pode ser boa e ruim ao mesmo tempo, simplificadamente. Os ensinamentos herméticos dizem que as coisas que se parecem diametralmente opostas trata-se apenas questão de graus.Assim, entendemos que o dualismo dos opostos nos governa em tudo, e experiência disso é prescrito para nós, até que, tendo aprendido a lição e superado, estamos prontos para o avanço a uma condição onde nós superamos o sentido dessa existência e os opostos deixam de ser vistos como opostos, mas são realizados como uma unidade ou síntese. Para encontrar aquela unidade ou síntese é conhecer a paz que passa, ou seja, a compreensão que ultrapassa a nossa experiência presente, porque nela as trevas e a luz são iguais, e os nossos atuais conceitos de bem e mal, alegria e dor, são transcendidas e encontrou sublimada em uma condição que combina os dois.

domingo, 7 de agosto de 2016

Os mistérios do pão e vinho


O consumo da essência divida é um aspecto muito importante na tradição dos mistérios, representando o mistério  das transformações. Popularmente, tal rito é conhecido como a famosa transubstanciação, que se origina da união de duas palavras latinas: trans (além) e substantia (substância), que tem por significação a transformação da substância em algo além do estado físico, entrando em aspectos metafísicos/astrais.

Segundo Ravi Grimassi (2000), em seu livro “ Mistérios Wiccanos”, na Tradição Misteriosa, o vinho e o pão representam o sangue e o corpo das deidades. Nas primeiras associações matrifocias da era do  caçador-coletor, o vinho simbolizava o sangue mestrual da Deusa e o pão representava o corpo do deus. Os aspectos esotéricos do pão e do vinho empregam os mistérios da Fermentação, e em sua essência estão associados à semente como símbolo masculino, que se torna uma semente portadora.

Tais elementos representam também a representação dos estados da matéria física para a subsistência humana.Obviamente, que o pão e o vinho são elementos físicos, denominados alimentos, mas que na simbologia litúrgica nos faz lembrar que assim como o corpo físico necessitada de alimentação, no corpo espiritual ou nossa vida espiritual também necessita de ser nutrida para se fortificar e evoluir.

 Por outro lado, podemos inferir que o pão nos demonstra o simbolismo do grão de trigo, que morre para renascer, depois ter passado pela prova da terra. O pão está relacionado com o conhecimento dos pequenos mistérios. Já o vinho, representa o conhecimento dos grandes mistérios, pois revive o mito da transformação pela perspectiva da vida, onde a uva passa pela fermentação. Em outra possível analogia, encontraremos o pão simbolizando o físico, e o vinho sendo o símbolo da alma. Assim, ao se consumir tais alimentos, estamos ingerindo a essência divina e seus mistérios, fomentando o equilíbrio físico e espiritual.

domingo, 31 de julho de 2016

O CHAKRA CARDÍACO- ANAHATA




Inicialmente, no estudo dos chakras, faz-se necessário buscarmos o que é  um chakra. De forma básica, podemos apontar que os chakras são pontos de interseção de forças sutis entre os  vários planos dimensionais, sendo centros de energias que fazem a ligação entre o astral e o físico, em nossos corpos.

Em nossa análise, iremos focar no denominado chakra cardíaco ou Anahata, buscando aumentar nosso entendimento sobre tal área de força.

O referido centro vital, em nosso corpo físico, embora saibamos que os chakras estão situados no astral, tem sua correspondência de localização no centro do tórax entre os mamilos, tendo como cor associada o verde, sendo regido pelo elemento ar.

Segundo Julio Lótus, o nome Anahata, atribuído ao chakra cardíaco, vem do sânscrito e significa "Invicto", "Inviolado".  Ainda de acordo com o autor, tal centro de força  tem a incumbência da energização do sistema cárdio-respiratório, sendo o canal responsável pela movimentação dos sentimentos. É o meio de ligação energética entre os sentimentos inferiores e os superiores.

Assim, podemos inferir que Anahata é o centro do equilíbrio, da justiça e da expressão do verdadeiro amor. Nesse ponto, cabe-nos destacar que em muitas culturas o coração se cristalizou como o símbolo das emoções e do amor, tendo sua explicação diretamente atrelada a função do seu chakra correspondente. 

Temos dentro dos canais de força, sete chakras principais, sendo o cardíaco o número quatro, estando no meio, sendo assim a representação do equilíbrio, sendo o encontro das forças duais, assim como dos princípios masculino e feminino.

Por outro lado, percebe-se que tal chakra é o regulador das emoções e da fluência das energias vitais, estando assim necessitado de estar sempre em equilíbrio. Já em relação ao corpo físico, detecta-se que ele possui forte influência em nosso corpo, considerando sua ligação com o coração e o timo, sendo portanto o distribuidor e regulador do equilíbrio saudável, da manutenção da saúde.